terça-feira, 31 de março de 2009

EQUIPE DO COLÉGIO OBJETIVO DE JUAZEIRO - BA 2009

EQUIPE ADMINISTRATIVA COM OS PROFESSORES DE 2009

NOSSOS PROFESSORES:


PRODUÇÃO DE TEXTOS A PARTIR DE DOBRADURAS

A dobradura é parte integrante da arte-educação e é um recurso que pode ser utilizado com freqüência em sala de aula, principalmente porque desencadeia outras formas de expressão, como: desenhos, pinturas, colagens, recortes, dramatizações e, de modo especial, a criação ou reprodução de histórias. Com a utilização de uma folha de papel, de uma história e/ou uma canção, o professor pode levar a criança a expressar prazerosamente sua criatividade, fantasia e imaginação. Como uma boa motivação para o trabalho com a produção textual na alfabetização, apresentamos três sugestões de dobraduras:




1 - Pedro, o marinheiro - O professor inicia a história contando que, numa praia distante e deserta, avista-se apenas uma tenda (dobra uma folha retangular ao meio, imitando a tenda), dentro da qual estava um chapéu (faz a dobradura do chapéu), que ali fora esquecido por um marinheiro chamado Pedro. Depois de muita procura, o marinheiro encontra seu chapéu e o coloca na cabeça. Pega, então, seu barco (faz a dobradura do barco) e parte para uma longa viagem, em alto-mar. O dia estava lindo, as águas calmas e o barco navegava tranqüilamente. Aos poucos, porém, o tempo começa a mudar: o céu escurece e começa a ventar – é o anúncio de uma grande tempestade. Pedro pensa em voltar à terra firme, antes que chovesse.Mas não há mais tempo: uma forte chuva começa a cair. As ondas ficam revoltas, o barco começa a balançar de um lado para outro e acaba batendo num rochedo que lhe arranca parte da proa (rasga a parte da frente do barco). O barco rodopia e bate novamente no rochedo, desta vez com a parte de trás da embarcação, a popa (rasga a parte posterior do barco). Apesar de bastante danificado, o barco se mantém sobre a água, graças à perícia do marinheiro. No entanto, logo se faz ouvir um fortíssimo raio, o qual acaba rasgando a ponta do mastro da embarcação, que acaba afundando (rasga a ponta da parte central do barco).
Passada a tempestade, uma equipe de salvamento vai até o mar, à procura de Pedro e dos destroços do barco. Após longa busca, os mergulhadores encontraram... Quem adivinha o que eles encontraram? Pois é, encontraram apenas (depois de bastante suspense, o professor vai desdobrando, aos poucos, o papel, o que restou do barco), apenas... a camiseta de Pedro, o marinheiro (mostra aos alunos no que se transformou o barco – uma camiseta)!
A seguir, o professor pede aos alunos que pensem na história narrada e imaginem um final para ela. O que teria acontecido com Pedro: conseguiu salvar-se, ou teria morrido? Como? Ou solicita às crianças que criem uma nova história, a partir da dobradura. Elas produzirão, então, um texto escrito, que poderá ser ilustrado com as dobraduras do barco e/ou da camiseta, a qual poderá ser enfeitada ou colorida, a gosto dos alunos.




2 - O cachorrinho – Após contar às crianças a história de Pinóquio, boneco de pau que ganhara vida graças a um forte desejo de seu dono e criador, o carpinteiro Gepetto, o professor propõe a elas a confecção de uma dobradura. Passo a passo, ele vai mostrando aos alunos como se faz a dobradura de um cachorrinho, a qual, depois de pronta será colada nos cadernos. Depois de dizer às crianças que, assim como Gepetto conseguiu dar vida ao boneco que criou, elas também poderão - na sua imaginação - dar vida ao cãozinho, o professor pede-lhes que fechem os olhos por alguns momentos e imaginem que o animal tornou-se real: como ele é? Onde vive? Do que gosta e/ou não gosta? Quais as travessuras que costuma fazer? Como é o relacionamento do animalzinho com as pessoas? A seguir, solicita a cada aluno que escolha um nome para o seu cachorro e que produza um texto sobre ele. Certamente os textos produzidos apresentarão características descritivas e narrativas, dada a proposta feita aos alunos.

Observação: O professor precisa tomar cuidado para que os alunos não se limitem, em seus textos, a responder às indagações que forem feitas sobre o “cachorrinho”, as quais não visam direcionar as idéias das crianças, mas apenas incentivar a sua imaginação.



3 - As borboletas – Em retângulos pequenos de papel, dobrados ao meio e de diversos tamanhos, as crianças escrevem o número 3. Após, elas rasgam o papel seguindo o traçado do número. Abertas as dobraduras, obtêm-se borboletas de vários tamanhos, as quais poderão ser coladas nos cadernos dos alunos, sendo depois completadas por eles com as “anteninhas” e coloridas de acordo com o gosto de cada um.
Completada a atividade, o professor partilhará com as crianças informações sobre as borboletas (por exemplo, o porquê das cores desse inseto, a sua metamorfose, onde vive, a necessidade de preservação da espécie, etc.). Tais informações poderão ser enriquecidas através de pesquisa orientada pelo professor. A seguir, os alunos poderão produzir um texto informativo sobre o assunto.
Outra sugestão para o desenvolvimento da atividade é a leitura do texto abaixo, de Vinícius de Moraes, seguida de comentários sobre o poema.

AS BORBOLETAS

Brancas Borboletas brancas
Azuis São alegres e francas
Amarelas Borboletas azuis
E pretas Gostam muito de luz.
Brincam As amarelinhas
Na luz São tão bonitinhas!
As belas E as pretas, então ...
Borboletas Oh, que escuridão!

Fonte: A Arca de Noé. 2. ed. Rio de Janeiro: José Olympio, 1989.

Observação: O professor poderá solicitar às crianças a produção, individualmente ou em duplas, de uma história cuja personagem principal seja uma borboleta (quem sabe, uma borboleta branca, ou azul, ou amarelinha, ou preta). Com a imaginação fértil que têm, com certeza os alunos produzirão interessantes narrativas!

MUNDO DA LEITURA E INTERPRETAÇÃO


EXERCÍCIOS DE CONSTRUÇÃO DO PENSAMENTO POR MEIO DA PALAVRA

Os três olhares – com essa metodologia, podemos exercitar os três momentos do pensar:

a) a apreensão – ver os elementos significativos de um texto;
b) a compreensão – dar sentido aos elementos levantados;
c) a conceituação, a síntese – incorporar esses elementos à nossa realidade.

É uma metodologia que usamos no nosso dia-a-dia sem dar-lhes a devida importância, quase intuitivamente. Podemos compará-la às etapas que percorremos quando conhecemos alguém, ou seja:

a) num primeiro encontro, observamos a pessoa em suas características externas, físicas, pessoais: altura, cor dos olhos, dos cabelos, sorriso, etc;

b) no segundo encontro, já nos arvoramos a tecer alguns comentários sobre a personalidade daquela pessoa. Passamos a conhecê-la melhor, e ela já faz sentido para nós;

c) no terceiro encontro, se nos identificamos com ela, tem início um processo de conhecimento mais profundo. Surgem a intimidade e o prazer de estar com essa pessoa. Há um cruzar de sentidos.

Assim também acontece com relação ao texto. Entender um texto é criar laços com ele. Ler é passar a limpo as suspeitas levantadas num primeiro encontro. E isso só pode ser feito por etapas. É aos poucos que vamos desvelando, desvendando os mistérios que cada um guarda em si, como o texto.
É preciso ver as possibilidades, suspeitas. Depois, dar significado ao que foi visto e, finalmente, trazer o texto para nossa realidade, nossa vida.

DINÂMICA DE GRUPO

PERGUNTAS E RESPOSTAS

Objetivo:

Promover maior integração entre os participantes do encontro.

Material:

· Envelopes
· Fichas de papel ofício

Procedimentos:

O facilitador:

1) Divide a sala em dois grupos;
2) Entrega a um grupo as perguntas e ao outro as resposta;
3) Orienta a um dos participantes para levantar-se, apresentar- se e fazer a pergunta;
4) O participante do outro grupo que está com a resposta no envelope será orientado para levantar-se, apresentar-se, responder a questão e cumprimentar o colega;


Ex: Eu sou um jardim sem flores (pergunta).
Eu sou as flores do seu jardim (resposta).

domingo, 29 de março de 2009

CONFERÊNCIA MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO EM SANTA RITA EM 2007















Esta foi a 1ª Conferência Municipal de Educação em Santa Rita de Cássia - Ba, no ano de 2007, organizada pela Secretaria Municipal de Educação e o Conselho Municipal de Educação, do qual eu era presidente, cargo que ocupei durante quatro anos.

FOTOS DE EXPERIÊNCIAS MARAVILHOSAS




LEMBRANÇAS DA CAPACITAÇÃO EM FORMOSA DO RIO PRETO COM A BIOESTE.

FEIRA DE LITERATURA DE CORDEL

Fase 1: Preparação

O primeiro dia de realização da oficina constituiu-se primeiramente de sondagens com os alunos sobre seus conhecimentos sobre geografia e sobre a literatura de cordel, além da apresentação da estrutura da oficina para que os alunos compreendessem todo o processo que seria realizado para a construção do livrinho de cordel.
Durante a sondagem percebeu-se que a maioria dos alunos da 6ª serie, com faixa etária entre 10 e 12 anos, nunca teve contato com a literatura de cordel e por este motivo teve uma maior explanação sobre esse tipo de literatura com a apresentação em slides sobre o processo tradicional de construção dos livros de cordel, alem da analise da composição do cordel: capa (titulo, autores e figura), enredo dividido em versos e contracapa (bibliografia dos autores e dados para contato).
A turma foi dividida em grupos e cada grupo fez a leitura de 1 livro de cordel, posteriormente cada grupo discutiu sobre a estória que leu. Nesta fase também foram levantados vários temas que poderiam fazer parte do livro de cordel que seria construído em sala de aula.
Pelo fato de ter unido duas turmas para apresentação da oficina houve um certo conflito para a separação das turmas entre as duplas de professores para o inicio do trabalho, tão logo houve a separação das duplas pode-se dar prosseguimento aos trabalhos.
Dessa forma, os alunos forma divididos em duplas ou trios, totalizando 9 alunos, e cada um desses grupos levantou como temas para o trabalho: rio São Francisco, carrancas,as ilhas, comidas tipicas,as duas cidades(Juazeiro e Petrolina), futebol, musica axé que posteriormente substituíram para carnaval. Como tarefa extra-classe foi sugerido pesquisas sobre os temas com o levantamento de algumas características ainda em sala de aula.

Fase 2: Pesquisa

A fase da pesquisa constou da verificação da atividade extra-classe, na qual metade dos grupos realizou e os outros alunos fizeram em sala de aula com consulta a jornais e livros. Posteriormente, os alunos em seus respectivos grupos fizeram uma redação na qual os temas pesquisados foram adaptados a Geografia da Cidade de Juazeiro com características voltadas para o desenvolvimento do livro de cordel, dessa forma os alunos perceberam que todos os temas relacionavam-se aos traços culturais de Juazeiro.
Após a conclusão da pesquisa dos temas, constatou-se a necessidade de se incluir um personagem, assim como a maioria dos cordéis lidos pelos alunos, na estória. Este personagem vivenciaria/participaria, de forma engraçada, por todas as cenas/temas levantadas pelos alunos durante a construção da estória.
A escolha de um personagem foi bastante polêmica até o momento que um dos alunos levantou o nome de um funcionário bem conhecido da escola. Alcançado o consenso em torno de um personagem principal ficou fácil prosseguir para a próxima etapa.

Fase 3: Composição

Esta fase sofreu uma alteração no planejamento devido a redução da turma a 5 alunos, por motivos diversos (expulsão da escola, troca de oficina, etc) . Dessa forma, todo o cordel foi uma construção coletiva, ou seja, os grupos menores se transformaram num grupo maior, o que favoreceu bastante a criatividade dos alunos, sendo mais prazeroso para eles, pois puderam participar de todo o processo de construção do enredo.
As estrofes foram construídas sem a rigidez formal das rimas e sem a limitação da quantidade de estrofes para a construção do cordel como foi planejado anteriormente.Considerava-se apenas que o cordel apresentasse um enredo com uma seqüência lógica: um personagem ativo que se divertia por vários lugares de Juazeiro e presenciava situações diversas ao longo do dia. A parte final foi elaboração de desenhos para a confecção da capa, sendo escolhido o mais representativo, com seu respectivo título selecionado pelos alunos.
Para a finalização do livro de cordel foi elaborado pelos professores o layout do livro de cordel, contendo capa, contracapa e 5 paginas, nas quais estavam distribuídas 14 estrofes no total.



Fase 4: Apresentação

A última etapa da oficina constou da apresentação do produto realizado pelos alunos durante as aulas, nesta fase dois alunos ofereceram-se para apresentação oral (os quais ensaiaram sua apresentação durante a semana) e, posteriormente, fizeram homenagem ao funcionário da escola que escolheram como personagem da narrativa.
Durante as apresentações foi montada uma exposição (com os livros dispostos numa corda, assim como a forma tradicional de se expor o cordel nas feiras livres) com outros títulos de cordel, além do cordel confeccionados pelos alunos durante as aulas, para que os alunos que participaram de outras oficinas pudessem conhecer os diversos temas que podem ser explorados pelo cordel.
É importante salientar o crescimento das expectativas dos alunos durante o desenvolvimento do trabalho, pois no cordel que construíram sentiram-se valorizados por perceberem todo o processo de construção, alem de entenderem que a Geografia aparece não só na sala de aula, mas faz parte do cotidiano de suas vidas.